09/03/2020 - UrologiaLeia em 4 minutos

O que é disfunção erétil e como tratar?

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Um grande tabu entre os homens, a disfunção erétil é um problema bastante comum que acomete cerca de 30% da população masculina (50% dos homens após 50 anos de idade). Esse distúrbio pode ter natureza física, mas na maioria das vezes a causa é psicológica, afetando a qualidade de vida dos pacientes e de suas parceiras.

Quais as características da disfunção erétil?

A disfunção erétil é a incapacidade de conseguir obter e manter uma ereção suficiente que possibilite uma atividade sexual satisfatória. Assim sendo, pode haver dificuldade em obter uma ereção suficiente para conseguir a penetração, ou a perda da ereção antes do término do ato sexual.

Nem sempre, o fato de não conseguir uma ereção adequada caracteriza um quadro de disfunção erétil. Portanto, para se considerar esse transtorno, devemos considerar a frequência e o tempo de ocorrência dos episódios. O urologista é o profissional que deve ser consultado para um diagnóstico e tratamento adequados de cada caso.

Alterações psicológicas são a causa de 70% dos casos 

Transtornos do humor, como ansiedade e depressão podem afetar diretamente a libido. Além disso, picos de adrenalina (como no caso de estresse elevado) levam à contração das estruturas que deveriam estar relaxadas para a correta manutenção da ereção. 

disfunção erétil

Dessa forma, alterações na ereção podem estar relacionadas a crises conjugais, excesso de trabalho, luto na família, desemprego, aposentadoria, e até mesmo a própria auto cobrança para um bom desempenho sexual. 

Alterações físicas também podem estar relacionadas a dificuldades na ereção

Problemas circulatórios: o comprometimento do fluxo sanguíneo pode gerar redução da ereção. Por exemplo, colesterol alto, tabagismo, diabetes, hipertensão e obesidade e outros fatores que alteram a circulação podem estar relacionados com a disfunção erétil.

Doenças neurológicas: alterações no sistema nervoso podem dificultar a comunicação entre cérebro e órgão sexual, causando dificuldade na ereção. Com isso, alguns exemplos de doenças que podem gerar disfunção erétil são a esclerose múltipla, Parkinson, lesões na medula e tumores.

Desequilíbrio hormonal: alterações nos níveis de testosterona tem relação direta com a libido. Ademais, outras condições também podem estar relacionadas, como disfunções das glândulas tireoide e hipófise. 

Uso de drogas: muitos medicamentos podem gerar alterações na ereção, tais como remédios para hipertensão e depressão. Além disso, o uso de drogas lícitas ou ilícitas, e anabolizantes também podem ocasionar distúrbios na regulação do sistema nervoso central, circulatório e endócrino, alterando a produção hormonal.

Adversidades anatômicas: deformações e anormalidades em qualquer órgão ou tecido do sistema reprodutor masculino podem gerar dificuldades na ereção. Como exemplo, a doença de Peyronie, fimose e o câncer de pênis.

O envelhecimento tem relação com a disfunção erétil?

Estima-se que cerca de 40% dos homens com 40 anos apresentam queixas relacionadas à ereção, e essa prevalência aumenta para quase 70% na idade de 70 anos.

disfunção erétil

No entanto, apesar do problema não ser comum em homens mais jovens, apenas o envelhecimento não constitui uma causa da disfunção erétil. A principal causa é emocional, associada a doenças e ao estilo de vida de cada indivíduo.

Buscando ajuda médica

Todo homem que apresenta queixas relacionadas à ereção deve procurar um médico urologista. Em primeiro lugar, o especialista buscará identificar as possíveis causas e fatores de risco levantando o histórico do paciente.

Eventualmente alguns exames complementares podem ser solicitados, como rotina laboratorial incluindo a avaliação do perfil hormonal e testes de ereção peniana.

A primeira ida ao médico é geralmente o passo mais difícil. Sendo assim, é muito importante que o paciente se sinta confortável e não esconda qualquer informação que possa afetar seu tratamento. Somado a isso, o acompanhamento do(a) parceiro(a) ao consultório pode ajudar a minimizar o desconforto. 

Disfunção erétil tem tratamento?

Após o correto diagnóstico, o tratamento de alterações na ereção começa com a identificação e controle dos fatores de risco. Nesse sentido, se o paciente possui doenças como hipertensão ou diabetes, o tratamento dessas enfermidades é o primeiro passo a ser realizado. 

Nos casos de problemas emocionais, o acompanhamento com psicólogo muitas vezes é suficiente para resolver os casos sem a necessidade de medicação. Além disso, pode ser feita a prescrição de medicamentos orais que ativam o mecanismo da ereção por promover a vasodilatação.

disfunção erétil

Quando a medicação oral não resolve, a autoinjeção de vasodilatadores é uma opção. Essa terapia é principalmente indicada em casos de disfunção erétil provocada por diabetes, traumas de medula ou na prostatectomia. Há ainda a opção das próteses penianas, com a finalidade de dar rigidez ao pênis sem alterar a capacidade de ejaculação, desejo ou prazer.

Previna-se 

Prevenir a disfunção erétil significa preservar a boa circulação do sangue. Com isso, as orientações são muito semelhantes àquelas fornecidas nos casos de doenças como diabetes e hipertensão: tenha hábitos de vida saudáveis, controle do peso e faça atividades físicas regularmente. 

Ao aparecimento dos primeiros sintomas da disfunção erétil, faça uma consulta com um médico urologista! 

Saiba mais sobre como o urologista contribui para a saúde do homem.

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